Incertesa (...)














Está a ser tudo tão rápido, tão forçado e repentino. Mas acho que a verdade é que está a dar resultado. Exteriormente pelo menos está. Havia alturas em que não me passava pela cabeça falar de outra coisa senão de ti, agora há dias que nem o teu nome pronuncio. Não o faço para meu beneficio, mas sim para o dos que me rodeiam. Não o faço por que quero, mas porque preciso. Não quer dizer que já não te queira, mas sim que cada dia preciso mais de ti. Já não me apercebo se faço algum esforço ou se, simplesmente, já é um acto natural de mim mesma. Se calhar já me habituei a guardar tudo para mim, a enfrentar todos os meus problemas e preocupações sozinha. Se tanta gente o faz, porque é que eu não haveria de conseguir? Aparentemente estou a alcançar o que quero, o que tenho de querer. Mas por dentro? Por dentro, sim, está tudo igual.

9/11/2010

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