Virtude (...)


Não quero esquecer porque tenho medo de não voltar a amar, não quero fugir porque tenho medo de não te voltar a encontrar. Este sentimento faz-nos tão felizes, sofrer nestas circunstâncias passa a ser tão bom visto de outras perspectivas que nem eu pensava nunca vir a ver. O meu maior medo é o medo, a minha maior virtude era conseguir abstrair-me dele.  Procuro algo, não sei o quê. Talvez tudo. Talvez nada. Agora que saíste da minha vida não sei o que procurar, não sei onde refugiar todos os meus medos. Mas quando encontrar saberei. Sabemos sempre quando encontramos a tal "coisa". Que nos faz alegres de novo, que nos põe aquele sorriso na cara que mais nada nem ninguém consegue por. Mas se há tantos tipos de amor, porquê darmos-nos ao trabalho de sofrer por ele se amanhã poderemos sentir novas sensações. Há coisas tão difíceis de explicar, que ninguém as consegue atingir, ninguém consegue ter uma justificação lógica e racionar para elas. Simplesmente não a há, cada pessoa a interpreta à sua maneira e tem uma visão diferente de todas as outras desse tão inexplicável sentimento. Já o senti, sinto-o e espero vir a senti-lo sempre. Porque só sou feliz se amar alguém, seja que tipo de amor for.

6/12/2010

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